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Pais e filhos - I

Troca de Valores

As vezes alguns pais costumam dizer: está difícil de  lidar com nosso(a) filho(a), ele(a) está muito(a) agressivo(a), não respeita regras, horários, não está indo bem na escola e anda com amizades muito estranha. Não sabemos mais o que fazer, o dialogo entre nós se tornou insuportável e praticamente impossível. Ele(a) não nos respeita mais e com isso perdemos a autoridade.

Nós sempre fizemos de tudo para agrada-lo(a), desde quando ele(a) era uma criança, trabalhamos feitos loucos para lhe oferecer conforto, lazer, sempre lhe compramos todos tipos de brinquedos, as melhores roupas e atualmente lhe demos até um celular. 

 Porém nada disso tem adiantado. Foi só ele(a) entrar na idade da adolescência que acabou nossa paz e tranqüilidade.  
A nossa vontade agora é tirar tudo que lhe temos dado, quem sabe ele(a) aprende, e nos de sossego.

Essa narrativa é a realidade que a maioria dos pais vem e vão continuar enfrentando se não inverterem os valores na hora de educar seus filhos.
A começar pela falta de tempo que insistimos em dizer que não temos, e que deixamos claro que é por causa deles mesmo.  

Obviamente, entendemos que realmente a vida não está fácil para ninguém, pois essa síndrome do consumismo nos obriga a trabalhar cada vez mais, pensando com isso em garantirmos (prepararmos) uma vida melhor para os nossos filhos. E quando damos por fé eles, nossos filhos, estão crescidos, despertando para a independência, e ninguém segura mais.

Quer dizer se passaram de dez a catorze anos e não percebemos,  o que demos para os nossos filhos foi apenas o supérfluo o externo o que as aparências agradavam, não sei se a eles ou a nós pais.
                                 

Na maioria das vezes, invés de sentarmos com eles olhando nos olhos de igual para igual, para uma conversa a respeito de coisas como; sermos solidários, respeitar seus amiguinhos, ser bondoso, repartir seu lanche, cuidar da natureza e dos animais, ensina-los a rezar e agradecer pelas coisas que ganhou e entender as que não ganhou............, naquelas horas em que sentimos que eles não estão legais sentar e procurar consola-los, ouvir suas histórias, suas alegrias e tristezas.

Leva-los e ir buscar na escola, passear com eles, ir ao cinema, ao circo e ir pescar. Vê-los participar de um jogo de futebol, assistir uma peça do qual eles vão participar.

Sermos seu amigo e dos seus amigos e dos pais dos seus amigos. Perdemos a oportunidade de mostrar-mos a eles que nós somos sua referência, seu espelho e seu porto seguro.

Demos os supérfluos da vida, e não demos os valores interiores que formam um bom caráter e nos da uma boa personalidade.
E para complicar a maioria dos pais, não entendem e não aceitam que houve uma troca de valores.

Com isso nossos filhos atingem a idade de definição de identidade perante a sociedade praticamente sem estarem preparados com os essenciais valores que lhes darão suporte e noção exata do certo e do errado.

Enfim, agora o que precisamos fazer? Se preciso for recomeçar de novo,  tudo que não demos lá atrás procurar darmos agora, com muito dialogo, carinho e paciência.

Nossos filhos já são um verdadeiro tesouro, que precisão ser lapidados com muito amor, só assim  tornarão uma jóia preciosa com brilho e luz própria       ( o que já é da essência do ser humano ), ocupando o seu espaço e construindo uma bela história..

“A gente se preocupa em deixar um mundo melhor para os nossos filhos, mas nós deveríamos nos preocuparmos em deixar filhos melhores para o mundo”. Tio Escobar

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4 Deixe seu comentário:

Fernando disse...

Autoridade, não se conquista pela força, e sim pelo dialogo

Patricia disse...

Amar é saber falar sim, sim, ou não, não. Mas isso tem que ser feito desde a idade tenra de nossos filhos.

Albertina disse...

Filhos é uma dadiva de Deus.
Nós pais temos que ama-los, respeita-los, desde o seu primeiro dia de vida!

Ranulfo disse...

Fernando e Patrícia, vocês estão certo dialogo é tudo. Buscar a conversa nos aproxima dos nossos filhos.

Albertina, nós pais somos instrumentos de Deus, nesse processo de continuidade da vida.

A todos,abraços.

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