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Minha cidade natal I

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Não sei se vocês concordam comigo, nossa cidade natal, é como nossa mãe, bonita ou feia, alegre ou triste, longe ou perto, grande ou pequena, jamais a esquecemos, os momentos que passamos nela se eternizam em nossa memória!

Trazemos vivo na lembrança muitos desses momentos, principalmente na fase da infância e a pré-adolescência, que são os períodos que mais marcam em nossa vida. E o bom disso tudo é que lembramos mais dos momentos alegres, gostosos e que nos trazem mais saudades.

A minha era ( é ) pouco acidentada com subidas e descidas, para nos criança era uma delicia andar de carrinho de rolemã e bicicleta ( na minha época não se tinha skate e patinete ) quanto tombo levei com esses dois brinquedos.

Seus córregos e cachoeiras, lembro que caminhávamos mais ou menos uma hora para chegar até uma cachoeira que lá tinha. E a coragem para aprender a nadar, até que me empurraram no meio do tanque e ai não teve outro jeito, sai nadando que nem um pato desajeitado. Depois ficávamos um tempão no sol, porque não podíamos chegar molhados em casa, senão............

As minhas escolas foram em três que estudei, e por falar em escola me lembro das professoras, quantas nos namoramos só de pensamento. Em uma das escolas que ficava bem no alto do morro, ela era grande e espaçosa, la tivemos um inspetor de aluno super legal,a gente se divertia e brincava muito com ele.

 Na minha cidade natal tinha uma colônia de japonês muito grande. O comércio quando era de japonês suas placas eram escrito em português e japonês, foi com eles os quais tínhamos muitos amigos que aprendiamos a língua japonesa.

Foi no clube de japonês que também aprendi a pratica de judô, e era nesse clube que eles realizavam suas festas de casamento, nos garotos íamos de bicão nas festas, só que tinha um problema, não era fácil saber qual dos docinhos era gostoso é que eles tinham um sabor meio sem graça, para nos crianças.

Outro fato interessante era quando falecia algum japonês eles tinham uma cerimônia diferente onde eles passavam a idéia de um momento alegre e feliz.

Na minha cidade natal seu comércio era bastante atípico, como lá era uma cidade praticamente agrícola, durante a semana quase não tinha movimento nas ruas, mas quando chegava o final de semana, a cidade se transformava, as pessoas dos sítios invadiam o comércio local.

Lembro-me do salão de barbeiro do meu pai, em sábado ele não tinha tempo nem para almoçar, praticamente só parava de trabalhar la pelas oito horas da noite de tanto movimento que tinha.

A rodoviária, não parava de chegar ônibus era um atrás do outro, vindo dos sítios trazendo o pessoal para suas compras e vinham muitos também de carroças e charretes, que eram os taxis que existiam por la, poucas pessoas possuíam carro.
E o trem era outra coisa que adorávamos, era uma aventura, não tínhamos o bilhete, então era um tal de se esconder para o cobrador não nos pegar.

O cinema era uma delicia, quando tinha um filme bom as matinês lotavam de crianças e de adolescentes e olha que ele era grande.

E o circo, como não era sempre, quando ele chegava em nossa cidade era a maior alegria. Depois que o circo ia embora nos reuníamos em turminha de crianças e montávamos o nosso próprio cirquinho, com “dramas” e tudo que tinha direito.

A praça com seu lindo jardim e a fonte luminosa e som musical ou era a banda ou era o próprio som da praça.

E por falar em som da praça, la tinha uma radio musical, com shows ao vivo aos domingos para nos era uma alegria.

Nas calçadas tinha umas arvores que em uma determinada época eles davam uma frutinha que tinha uma castanha dentro, depois da frutinha seca, nos pegávamos uma pedra, sentávamos na calçada, quebrava a casca e comia-mos sua castanha.

Nossa casa era de feita de tábua, alias a maioria das casas da cidade eram assim, a nossa era uma casa grande e que também tinha um enorme quintal, cheio de pé de frutas, horta, sem falarmos das galinhas, dos patos dos coelhos, gato e cachorro.


Também não me esqueço do fogão de lenha, sabem por quê? Na época do frio não víamos à hora da nossa mãe acender o fogo e ficamos todos encima do fogão para se esquentar.

Como é gostoso voltarmos no tempo e lembrar-mos daquele lugarzinho que um dia nos acolheu nos viu crescer e acompanhou nossa infância, e por falar em infância isso é outra história que uma hora iremos contar.........

5 Deixe seu comentário:

Lazaro disse...

Toda vez que vou a minha cidade natal, é como se eu entrasse no tunel do tempo e voltasse lá na minha infância.

Ranulfo disse...

Oi Lazaro,
É isso mesmo que acontece, um filme roda em nossa mente trazendo de volta antigas lembranças, principlamente quando eramos crianças.

Volte sempre por aqui.

Abraços

nanda disse...

Não sou d Flórida Paulista, mas por motivo de trabalho estou aqui a cinco anos, e agora decidimos q vamos fixar residencia aqui, pois encontrei grandes amigos aqui. Fatima

Ranulfo disse...

Olá Fatima!
Obrigado pela sua visita.

Modéstia a parte Flórida é uma bela cidade e com certeza acolhedora.

Abraço

Elena Keiko disse...

Nossa...sabia que 99% dos meus sonhos pertencem à minha infância..morro de saudades tbm...!!

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