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Corrupção I


D esde que me conheço por gente é que se ouve falar que a grande maioria dos nossos servidores públicos, prefeitos, governadores, deputados e outros tantos se aproveitam por fazerem parte do poder e do estado para tirar benefício. É raro não nos defrontarmos com um tipo de escândalo.
Casos de malversação de recursos públicos, uso indevido da máquina administrativa, rede de clientelas e tantas outras mazelas, que nos causam uma sensação de mal-estar coletivo, e que nos fazem olharmos de modo cético as pessoas que vivem no meio do poder em nosso pais.
A ex-deputada Angela Guadagnin(não foi reeleita) e sua coreografia no plenário da Câmara, tristemente conhecida como a "dança da pizza": celebração da impunidade
Infelizmente a corrupção é um fenômeno difícil de ser combatido, especialmente quando ela decorre de causas históricas e estruturais. Por exemplo, uma de suas causas é o sistema político-administrativo, herança da colonização portuguesa, que preservou os vícios do patrimonialismo e do clientelismo.

 Esse sistema se caracteriza pela apropriação do patrimônio público como se privado fosse e pela concessão de benefícios públicos, na forma de empregos, benefícios fiscais, isenções, em troca de apoio político, sobretudo na forma de voto.

Nos tempos do império o povo recitava quadrinhas indignadas:
“quem furta pouco é ladrão/quem furta muito é barão/quem furta mais e se esconde/passa de barão a visconde” ou
“furta Azevedo no paço/Targini rouba no erário/e o povo aflita carrega/pesada cruz ao calvário”.  Alusão a Azevedo (visconde de Rio seco) e Targini (visconde de São Lourenço).
Desde o  período imperial não se conseguia criar um Estado integro e competente, apesar dos esforços de bons cidadãos, venceu os interesses pessoais em ter o poder e a riqueza da nação.
Existe um sistema de corrupção tão forte aqui que, as faltas de cumprimentos de leis, e a falta de valores humanos estão exterminando os valores ético dos  brasileiros e fazendo com que muitas pessoas não pensem bem do Brasil, tornando-se cada vez mais um país mal visto por todos.
Criou-se uma sensação de impotência por parte da sociedade; a corrupção é tolerada e os cidadãos ficam apenas aguardando qual será o próximo escândalo que circulará nos meios de comunicação.
Essa sensação de mal-estar coletivo com a corrupção cria concepções de senso comum acerca de uma natural desonestidade do brasileiro. Considera-se que o caráter do povo Brasileiro é duvidoso, deixa muito a desejar e sempre arruma um jeito mesmo que na malandragem e desonestidade para levar vantagem.

 Tudo isso porque em nosso pais não existe uma justiça séria, é claro que no Brasil existi sim pessoas honestas, mas há também um numero muito maior de pessoas sem ética e sem respeito pelo seu povo e sua nação.

 Temos uma cultura de que a impunidade prevalece, diante da corrupção. A justiça é morosa, e aqueles que podem pagar gastam uma fortuna (por sinal dinheiro das falcatruas) para pagarem bons advogados dificultando e impedindo o avanço das investigações e dos processos, e assim dificilmente vão parar na cadeia ou mesmo são punidos.

 Diante de todo esse panorama parece que estamos fadados a sermos um pais descrente.
Mas existem soluções e uma delas seria investir na educação, ensinar nossas crianças valores de cidadania, receberem uma boa formação cívica, ética, moral e social.
Começarmos a despertar nos meios sociais, formação de idéias, direcionadas as questões de justiça, solidariedade, respeito e direitos iguais para todos.
Usarmos o direito de voto e com consciência, escolhermos melhor os nossos representantes. Denunciarmos todas as atitudes que ferem o respeito à cidadania e que a lei seja aplicada de maneira exemplar e sem vacilo.


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